segunda-feira, 15 de agosto de 2011

E a Motorola?


Houve um tempo em que a marca Motorola era sinônimo de bom celular. Enquanto a maioria do público consumidor brasileiro adquiria os modelos mais em conta da Nokia, quem tivesse um pouco mais de poder aquisitivo comprava um StarTac e orgulhosamente o exibia pendurado no cinto. Uns poucos anos depois a Nokia superou a Motorola e assumiu o posto de marca líder no segmento. Mas não foi hábil o bastante para resistir por muito tempo. A empresa finlandesa (e não japonesa como muitos pensam) patinou e não conseguiu se estabelecer na acirrada disputa entre os smartphones. Teve que recorrer a uma parceria com a Microsoft e abrir mão de seu próprio sistema em favor do Windows Phone. Pois não é que essa semana a Motorola voltou às manchetes?
Não por lançar um novo modelo, ou por remodelar seu sistema, mas por ter sido adquirida pelo Google. Sempre é interessante analisar uma notícia desse tipo: uma empresa de software cresceu tanto que pode comprar uma outra empresa fabricante de equipamento. Soa como se a Petrobras comprasse a Ford. Após uma negociação que resultou na quantia de  12 bilhões e meio de dólares, o Google possui agora uma divisão que fabrica hardware, e hardware do segmento que mais vem agitando o setor tecnológico, a computação móvel. E não é só isso: junto com a Motorola vem algumas estratégicas e desejadas soluções patenteadas. Hoje em dia isso não tem preço.

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