terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Meu Currículo


Você está a procura de um emprego, ou de uma colocação melhor, e prepara um currículo. Uma folha, ou várias com todos os seus dados e cursos, notas e experiencias anteriores. Bem diagramado e de boa aparência. Certamente será um sucesso nas empresas que o receberem. Cabe aqui uma pergunta: quem irá lê-lo? Quem tomará o papel nas mãos para analisar as suas informações? E não estou falando do uso de papel em tempos ecologicamente corretos. Um arquivo enviado por email terá o mesmo problema. A questão é a seguinte: existem meios mais rápidos para se conferir a trajetória profissional de alguém: as redes sociais.
Elas funcionam como uma memória coletiva que registra as suas opiniões e ações. E isso agora tem um peso muito grande. Imagine que você seja um profissional da saúde por exemplo. Pouco adianta escrever em seu currículo que você é uma pessoa interessada no bem-estar das outras, que colabora ativamente para manter um ambiente saudável no local de trabalho, enquanto que o seu Twitter não registra nenhuma dica de higiene, nenhuma menção à um curso de aperfeiçoamento. Ao invés disso, sobram mensagens declarando um ódio mortal ao chefe e boicotes contra levantar cedo nas manhãs de segunda. Por medo da exposição, alguns escolhem até ficar longe das redes. Assim, enquanto muitas pessoas evitam usar tais recursos, outras os exploram. E muito bem. Quem você contrataria?

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