segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Coisa de Mulher


Fale ‘games’ e imagine o público consumidor destes jogos. Pensou em meninos de pouca idade que passam a tarde trancados em seus quartos? Pode até ser que você tenha um pouco de razão. Mas não muita. Certamente que a indústria dos jogos eletrônicos investiu e investe pesado para agradar este público específico: jogos com muita ação e pancadaria, onde exista uma competição para mostrar quem é o melhor são os mais fáceis de serem encontrados e vendidos. Porém, com a chegada de novos equipamentos portáteis onde é possível jogar em lugares longe dos olhares curiosos, e também dos dispositivos com movimentos ativos (aqueles em que o movimento feito com o joystick é reproduzido na tela) o número de mulheres jogadoras aumentou exponencialmente.
Primeiro porque poder jogar sem homens por perto, e consequentemente sem piadinhas sobre o desempenho, é muito mais encorajador para as meninas. E segundo, os jogos ativos simulam esportes conhecidos e acessíveis ao público feminino. Contudo, para que as mulheres sintam-se totalmente confortáveis nos games, elas precisam ser melhor representadas. Ainda há muitas personagens femininas, com corpos de anatomia impossível, que servem apenas como objetos sexuais ou saco de pancada para jogadores masculinos sádicos. Jogos podem ser divertidos exceto quando são utilizados para ridicularizar parte de seu público. Pensem nisso fabricantes.

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